Celesc apresentou soluções de eficiência energética para condomínios no workshop Síndicos Planning de Criciúma

A adoção de práticas simples pode reduzir significativamente o consumo de energia em condomínios e tornar a rotina dos moradores mais sustentável. A troca da iluminação tradicional das áreas comuns, a instalação de sensores de presença, a substituição de equipamentos obsoletos por modelos mais modernos e com selo de eficiência energética, além do correto dimensionamento dos aparelhos em relação à demanda, como elevadores, condicionadores de ar e aquecedores elétricos, pode representar uma grande economia na conta de luz.

Para apresentar as soluções de eficiência energética convidamos a Celesc, representada neste ato pelo técnico industrial Leandro da Silva Borba.

Leandro da Silva Borba – Técnico industrial Celesc Unidade Criciúma

Mais luz, menos gasto

A troca de iluminação em um edifício pode ser feita de maneira gradual, à medida em que as lâmpadas vão queimando, por exemplo, evitando que a compra pese no orçamento de uma única vez. A mudança por lâmpadas mais eficientes é recomendada pelo INEE (Instituto Nacional de Eficiência Energética) na comparação com as que consomem menos energia elétrica oferecendo maior luminosidade sem provocar tanto calor no ambiente. Esse é o caso das fluorescentes compactas, que convertem 32% da energia elétrica em luz, enquanto as incandescentes comuns revertem apenas 8% e ainda aquecem o entorno.

O técnico da Celesc lembra que é importante conferir se as lâmpadas, ou qualquer outro equipamento eletrônico a ser adquirido, possuem Selo Procel Classe A. No caso de o síndico optar por luminárias refletoras, bastante utilizadas em edifícios comerciais ou áreas que exigem mais luminosidade, é recomendado o uso de lâmpadas fluorescentes tubulares T5 ou tubulares a LED, que chegam a gerar uma economia acima de 35% no consumo de energia elétrica. Tanto nos espaços comuns quanto nas unidades individuais, Leandro destaca que a escolha por LED traz grande vantagem, podendo representar uma economia de até 90% em relação à lâmpada incandescente.

Outro ponto a ser observado em condomínios é a adoção de sensores de presença e dimmers em corredores, garagens e outras áreas de circulação, evitando o consumo em momentos de pouco movimento.

Na medida certa

A climatização dos ambientes é essencial em salões de festas, academias de ginásticas e na variedade de espaços de entretenimento que os novos condomínios apresentam. Manter todos esses locais com a temperatura, umidade e qualidade do ar adequados pode custar caro na hora de pagar a tarifa de energia. Por isso, o técnico reforça a importância de todos os aparelhos de ar-condicionado estarem devidamente dimensionados para o ambiente e o tipo de atividade a que se destina. “Se o equipamento for muito potente, poderá desperdiçar energia para climatizar uma área pequena; por outro lado, quando se tem um espaço amplo, é importante contar com várias máquinas de capacidade maior para evitar sobrecarga e consumo excessivo de eletricidade, além da necessidade de manutenção recorrente”, afirma Leandro. Ele explica que em uma resolução a Anvisa recomenda a refrigeração na faixa entre 23°C e 26°C, no verão, e entre 20°C e 22°C no inverno.

Atualização constante

A verificação da fiação elétrica deve ser uma preocupação dos administradores de condomínio, especialmente em construções mais antigas. Instalações feitas há muitos anos ou de forma incorreta podem provocar fuga de energia e encarecer a conta de luz. A manutenção dos elevadores deve ser mantida à risca, inclusive com a avaliação de possíveis trocas por opções mais modernas ou a instalação de equipamentos que auxiliem no seu melhor funcionamento, como o inversor de frequência, um mecanismo que controla a velocidade e proporciona mais conforto nas viagens com partidas e paradas mais suaves e um baixo consumo de energia.

 A Celesc recomenda que os síndicos sempre avaliem a possibilidade de investir em um projeto de eficiência energética nos condomínios, o que pode trazer um benefício financeiro duradouro, além de contribuir para a redução do consumo de recursos naturais.

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